segunda-feira, 4 de julho de 2011

A ansiedade da espera

Vou encontrar o ser amado amanhã. Para isso, atravessarei pântanos, florestas, mares, rios e riachos, montanhas e vales. E ainda ficarei 3 horas esperando no aeroporto de Brasília... :o)
A espera me consome. Já arrumei a mala 3 vezes. Já fumei uns 200 cigarros e tomei meia garrafa de Absolut. Já conversei com cinco amigos. Já ouvi umas 30 músicas (todas falavam dele). Já pensei no momento do encontro. Já surtei com o omemnto do encontro. Já roi todas as unhas. Já pensei em não ir (durante 15 segundos). Já mandei torpedo pra ele (que ele não respondeu). Já mandei torpedo pra outros amigos que estão junto dele (nosso amor é secreto). Já bebi o resto da Absolut.
As horas se arrasta, Se amanhça, esperando no aeroporto, eu não elouquecer de vez, acho que pouca coisa poderá me fazer perder a sanidade. talvez só eu mesma me faça enlouquecer. Porque não páro de me perguntar se conseguirei fazer o que estou atravessando o Brasil para fazer: falar tudo. Contar desde a primeira vez que o vi, há dez anos, até esse post, que faço só para me livrar do fardo que é carregá-lo comigo a cada dia.
Tenho que despejar tudo sobre ele para me livrar, para me libertar. Não aguento mais sofrer. Amei esse homem por dez anos da minha vida. E acredito que tenham sido os melhores anos: entre os 23 e os 33. Bizarro! Ao mesmo tempo em que me acho estúpida por isso, tenho um certo orgulho torpe de mim mesma. Amar alguém, assim, sem ser inteiramente correspondida, deve me garantir algum tipo de prêmio. Que mais não seja o da pessoa mais idiota da face da terra.
Mas, tudo isso agora vai chegar ao fim. Vou vomitar todo o meu amor, vou expuragar toda beleza e todo o horror de amar alguém tanto assim. E, me prometi, não vou mais dizer o nome dele, depois de tudo. Vou enterrá-lo. Vou matar cada pensamento que surgir sobre ele com uma dose de destilado. Vou continuar, no entanto, tentando me "matar". Porque, em tendo "transformado-se o amador na coisa amada em virtude de tanto imaginar", acabarei por suicidar-me um pouco..
Em nome desse sacrífico louco, vamos ouvor música boa:

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